Alterações posturais e musculoesqueléticas associados a quarentena e isolamento social em tempos de pandemia covid-19: revisão de literatura.

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Data

2021-12

Tipo de documento

Artigo Científico

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Área do conhecimento

Modalidade de acesso

Acesso aberto

Editora

Autores

ALVES, Fernanda Raissa de Lucena
SILVA, Kaline Ingrid França da

Orientador

MEDEIROS, Jéssica

Coorientador

Resumo

Introdução: A pandemia COVID-19 impactou a vida e a saúde das pessoas de todo o mundo, diante da disseminação rápida e a falta de medidas preventivas, como medida de urgência e controle se viu a necessidade da quarentena, isolamento social e Lockdown. Devido ao aumento do tempo em casa, falta de um ambiente adequado para trabalhar em casa, maior uso de smartphones, computadores e períodos prolongados de repouso nas camas, houve também o aumento das disfunções posturais e riscos para saúde física e mental da população. Objetivos: Relatar os riscos físicos, as alterações posturais e musculoesqueléticas decorrentes do período de isolamento social na pandemia COVID-19, além das adaptações para os trabalhadores em Home Office. Metodologia: Revisão bibliográfica, realizada por meios eletrônicos no período de janeiro - outubro de 2021, nas bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americano em Ciências de Saúde) e PubMed. Resultados: Foram selecionados 6 artigos que preencheram os critérios de inclusão, abordando os efeitos físicos do isolamento social e suas consequências para a saúde. Diante destes estudos foram encontrados que a população que manteve o isolamento social em casa apresenta maiores queixas de dores musculoesqueléticas, lombalgias, menores incidências de atividade física, favorecendo o sedentarismo, uso excessivo de smartphones e o aumento de tempo em frente a televisão sendo fator agravante que favorece a má postura e distúrbios musculoesqueléticos. Para trabalhadores que tiveram que adaptar seu ambiente de trabalho para trabalhar em casa (Home Office), há um aumento do estresse pelo compartilhamento do espaço domiciliar e de trabalho, aspectos negativos para os olhos devido o tempo prolongado em frente a telas de computadores e aumento significativo nas queixas de dores por esforço repetitivo e má postura, precisando assim de uma atenção maior às adaptações ergonômicas no ambiente domiciliar. Conclusão: A falta de atividade física e o aumento no tempo em camas trazem consequências físicas que podem causar desconfortos, dores na musculatura e alterações na postura. A parte mais afetada da população em questões ergonômicas são os trabalhadores que tiveram que alterar o seu espaço de trabalho sem as adaptações necessárias.
The COVID-19 pandemic impacted the lives and health of people around the world, given the rapid dissemination and lack of preventive measures, as an urgent and control measure, the need for quarantine, social isolation, and Lockdown was seen. Due to the increase in time at home, lack of a suitable environment to work at home, greater use of smartphones, computers, and prolonged periods of bed rest, there was also an increase in postural dysfunction and risks to the population's physical and mental health. Objectives: To report the physical risks, postural and musculoskeletal changes resulting from the period of social isolation in the COVID-19 pandemic, in addition to adaptations for Home Office workers. Methodology: Bibliographic review, carried out electronically from January to October 2021, in LILACS (Latin American Literature in Health Sciences) and PubMed databases. Results: Six articles were selected that met the inclusion criteria, addressing the physical effects of social isolation and its consequences for health. In view of these studies, it was found that the population that maintained social isolation at home has greater complaints of musculoskeletal pain, low back pain, lower incidences of physical activity, favoring sedentary lifestyles, excessive use of smartphones, and increased time in front of the television being an aggravating factor which favors poor posture and musculoskeletal disorders. For workers who have had to adapt their work environment to work at home (Home Office), there is an increase in stress from sharing a home and workspace, negative aspects for the eyes due to prolonged time in front of computer screens, and an increasingly significant in complaints of pain due to repetitive strain and poor posture, thus requiring greater attention to ergonomic adaptations in the home environment. Conclusion: The lack of physical activity and the increase in time in bed brings physical consequences that can cause discomfort, muscle pain, and changes in posture. The most affected part of the population in ergonomic issues are workers who had to change their workspace without the necessary adaptations.

Palavras-chave

covid-19, pandemia, distanciamento social, home office, comportamento sedentário

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