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Título: A difícil (mas importante) tarefa dos profissionais da saúde mental de realizar intervenções com familiares de pacientes com transtorno mental
Autor(es): Wendt, Ana Paula Dalla Barba
Orientador: Kienen, Nádia
Tipo de material: Monografia
Data: 2008
Palavras-chave: Família
Famílias de doentes mentais
Psicoterapia familiar
Modalidade de acesso: Acesso aberto
Resumo: Após a Reforma Psiquiátrica ocorre o retorno dos pacientes com transtorno mental à sociedade, o que cria uma nova realidade para a família e para os próprios pacientes. A família que até então tinha sido isenta da participação no cuidado do familiar adoecido, tornase o principal responsável pelo seu cuidado, o que passa a produzir sobrecargas emocionais e econômicas que antes não existiam. Os serviços substitutivos auxiliam na reinserção dos pacientes com transtorno mental, mas parecem ser escassas as intervenções voltadas aos familiares que necessitam de orientação e atendimento voltados para as suas necessidades. Esta pesquisa propõe-se a investigar quais são os objetivos propostos e os resultados alcançados nas intervenções realizadas por profissionais da saúde mental com familiares de pacientes com transtorno mental, na percepção desses profissionais. Para tanto foram identificadas três instituições com serviços especializados em Saúde Mental na Região da Grande Florianópolis. Foram realizadas três entrevistas semi-estruturadas com os profissionais da saúde mental que realizam intervenções com familiares de pacientes com diagnóstico de transtorno mental, uma em cada um dos três diferentes serviços especializados em Saúde Mental dessa região. Os aspectos abordados nas entrevistas diziam respeito a: características das intervenções que os profissionais realizam com os familiares de pacientes com transtorno mental, os objetivos dessas intervenções, os critérios utilizados para selecionar as famílias que fazem parte das intervenções, as dificuldades encontradas na realização das intervenções e os resultados alcançados. Foi possível identificar: que estão sendo realizados diferentes tipos de intervenções, com diferentes objetivos e com critérios distintos para selecionar os familiares que participam das intervenções. Também foram identificados a motivação que levou os profissionais a realizarem tais intervenções, a relevância de realizar tais intervenções e as dificuldades em realizá-las, tais como a falta de tempo e a falta de recurso dos familiares para poderem participar das intervenções. Outra dificuldade, relativa à resistência dos familiares também foi relatada. Isso porque, segundo os profissionais entrevistados, enquanto um familiar fica na posição de membro sintomático, os demais membros da família podem continuar funcionando da mesma maneira, isentando-se de mudarem os padrões de funcionamento estabelecidos no sistema familiar. Constatou-se com a pesquisa que há, por um lado, dificuldade de conseguir o engajamento da família no tratamento e, por outro, a necessidade de participação e envolvimento dos familiares para que seja possível produzir mudanças significativas para o paciente e para os familiares.
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