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Título: Gênero e moda: uma análise da relação vestuário "sem gênero" em editoriais da Revista Catarina
Autor(es): Galvane, Laura
Orientador: Pereira, Roberto Forlin
Tipo de material: Monografia
Data: 2019
Palavras-chave: Moda
Gênero
Semiótica
Tipo de acesso: Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
Resumo: This paper was accomplished as a course conclusion in Fashion Design in Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. It is a qualitative documentary research in wich the main purpose was analyse the way the Catarina Magazine has been portraying the genderless fashion in online publications. Fashion, in this study, is comprehended in a complex way, taking into account its political, social and cultural bias. (LIPOVETSKY, 2009). The conception of gender used is from the philosopher Judith Butler (2010) who defines gender as the performance of institutionalized discourses that seek the intelligibility of the subjects. Genderless fashion can be understood as a form of subversion of binary gender (LUNA, 2017). The methodological theoretical reference that guides the analysis is the semiotic model of Joly (1994), according to which, to understand and, consequently, analyze the possible interpretative meanings in images is necessary a semiotic look, taking into consideration the shared significant systems in a society, without these, any form of communication would be compromised. The analysis of such editorials made it possible to verify that: The elements that are being presented in such editorials as a “genderless” fashion are marked by straight cut pieces without prints. The use of transparencies and / or frills appears to be reduced. Regarding the profile of the models, it was noticed that, even though it was a “genderless” fashion, the images left well-defined marks of the gender of the models. Like bodies and haircuts. The poses gave the male models fluidity and the female poses indicated attitude and rigidity. The analysis of the editorial images also allowed us to verify how difficult it is to think about a “genderless” fashion, and understanding the information depends on the signs, that is, on all cultural, historical and social production to which the subjects has access.
Esse estudo foi realizado para um Trabalho de Conclusão de curso, no curso de Design em moda, na Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. Refere-se a uma pesquisa documental, de cunho qualitativo, cujo objetivo principal foi analisar a forma como a Revista Catarina vem retratando a moda “sem gênero” em editoriais online de domínio público. A moda, no presente estudo, é entendida de forma complexa, levando em consideração seu viés político, social e cultural (LIPOVETSKY, 2009). A concepção de gênero utilizada foi a da filósofa Judith Butler (2010) que define o gênero como a performance de discursos institucionalizados que buscam a inteligibilidade dos sujeitos. A moda “sem gênero” pode ser compreendida como uma forma de subversão da binaridade de gênero (LUNA, 2017). O referencial teórico metodológico que norteia a análise é o modelo semiótico de Joly (1994), segundo a qual, para se compreender e, consequentemente, analisar os significados interpretativos possíveis nas imagens, é necessário um olhar semiótico, levando em consideração os sistemas significantes compartilhados numa sociedade, sem os quais, qualquer forma de comunicação estaria comprometida. A análise de tais editoriais possibilitou verificar que: os elementos que vem sendo apresentados em tais editoriais como uma moda “sem gênero” são marcados por peças de corte reto e sem estampas. O uso de transparências e/ou babados aparece de forma mais reduzida. Quanto ao perfil dos modelos se percebeu que, em sua maioria mesmo se tratando de uma moda “sem gênero”, as imagens deixaram marcas bem definidas dos sexos dos modelos. Como os corpos e cortes de cabelo. As poses deram fluidez aos modelos masculinos e as poses femininas indicaram atitude e rigidez. As análises das imagens dos editoriais permitiram, ainda, verificar o quanto se torna difícil pensar numa moda “sem gênero”, sendo que, a compreensão das informações depende dos signos, ou seja, de toda produção cultural, histórica, social as quais os sujeitos têm acesso.
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